UFO

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A tortura é aceitável ? ...

Defendo que a tortura, por vezes, será um mal necessário.

Na lógica do terrorismo é aceitável fazer vítimas ao acaso dentro da sociedade civil.
Não interessa quantos morrem, nem quem morre.
A atenção mediática é um aspecto muito importante. Os seus inimigos, o regime odiado, e também os fornecedores de 'hardware' vão levá-los mais a sério.

Muitas das vítimas sobreviventes vão sofrer na carne até ao fim das suas vidas.

Acontece que eu sou um oficial militar com muitos relacionamentos e tenho amigos em todos os autocarros, em todas as escolas, em todos os prédios, em todas as ruas, combóios, ...

À minha frente está um terrorista confirmado, assumido, que teima em não denunciar o que sabe. Mas eu sei que ele é um líder que sabe das ligações e dos planos imediatos.
Mas ele cala-se. Não bufa nem trai os seus amigos.
O terrorista usa as regras do sistema quando lhe convém. Pede um advogado.

Eu, oficial militar sujeito a regras da sociedade não posso torturar.
Mas eu também, amigo do meu amigo, não posso tolerar o peso na minha consciência se não conseguir obrigá-lo a falar.

A este dilema eu sei a resposta:
Uso da dor que fôr necessário sobre este indivíduo, que se colocou contra a sociedade, para preservar nem que seja um só dos meus amigos.

Detesto a violência. Abomino a violência. Continuo igual e fiel a mim próprio.
Mas quando sou obrigado a agir, pesando os prós e contras de uma acção, não vou ficar com remorsos. Pelo contrário eu ficaria destruído interiormente, sem remédio, se tivesse fracassado na missão de preservar a vida, tanto quanto pudesse.

Objectam que não posso ter amigos em todos os lugares. Mas a verdade é que tenho amigos em todos os lugares, mesmo que eu, ou eles, ainda não o saibamos.

Desta vez apenas fiz falar um dos terroristas pequenos, daqueles que só sabe um elo da cadeia.
Depois hei-de apanhar os líderes e quanto mais depressa mais sofrimento vou evitar.

Contra os terroristas tenho de usar as regras dos terroristas.
Justamente tenho de vestir a pele do lobo para não ser comido por eles.

Se os terroristas me apanham vão vingar-se e torturar-me. Assim ando com os olhos bem abertos e com uma pastilha de cianeto no bolso.
A adrenalina ajuda-me a superar a tensão e a ser um militar que tenta neutralizar todos os elos do terror no mais curto espaço de tempo.

Para que possamos viver em paz.

Nota:
Não justifico nenhuma polícia política, porque estas, por definição, também são terroristas.
No youtube deparei-me com o testemunho de um oficial inglês que declarava ter torturado na Irlanda do Norte, há alguns anos atrás. Não cheguei a ver o vídeo, e agora já não o consegui encontrar.


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